Arquivo mensal: Março 2016

Dia Internacional das Mulheres: Dia da consciência da desigualdade de género

Dia Internacional das Mulheres

Para assinalar o Dia Internacional das Mulheres, a Associação Plano i publicou um artigo de opinião no P3. O artigo intitula-se “Hoje é o dia da consciência da desigualdade de género” e foi escrito pela presidente da Direção, Sofia Neves.

Excerto:

“No século XXI, e 41 anos após a sua primeira celebração, o Dia Internacional das Mulheres continua a afirmar-se como um mecanismo de interpelação social que obriga à reflexão sobre a vulnerabilidade, a opressão, a discriminação e a violência a que as mulheres permanecem expostas em todos os domínios da sua vida, em vários países do mundo. As evidências são esclarecedoras a este respeito. As mulheres são as principais vítimas de violência de género — na intimidade, na família, no trabalho e na rua —, sendo também as mais afetadas pelo desemprego, pela pobreza e pela precariedade social.”

Plano i integra Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres

A Associação Plano i é, desde ontem, organização associada da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM).

A notícia pode ser lida aqui.

A PpDM é um associação de carácter social, cultural e humanista, sem fins lucrativos e independente sob o ponto de vista partidário, administrativo e confessional, que tem como membros ONG de Direitos das Mulheres. Foi criada no dia 12 de Novembro de 2004 com o objectivo de construir sinergias para a reflexão e acção colectiva, tendo em vista a promoção da igualdade de oportunidades entre as mulheres e os homens e a defesa dos direitos das mulheres, com recurso aos mais variados meios, entre os quais pesquisa, lobbying, divulgação, comunicação, sensibilização e formação.

Debate em torno de peça de teatro “Onde o Frio se Demora”

No dia 4 de março a Associação Plano i (APi) participou no debate que se seguiu à apresentação da peça Onde o Frio se Demora, da autoria de Ana Cristina Pereira.

debate teatro
Questões como a igualdade e a violência de género são brilhantemente discutidas num texto que dá vida a 3 mulheres reais. Agradecemos o convite para a visualização da peça, assim como para o debate que se seguiu, que muito nos honrou. Na mesa de debate, em representação da APi, esteve a presidente Sofia Neves (segundo elemento da foto a contar da direita).

“Onde o Frio se Demora” fala sobre violência de género, rutura, solidão e incapacidade para amar, num país marcado pela recessão e pelo envelhecimento. O texto resulta de conversas longas e sem filtros tidas com três pessoas residentes na Área Metropolitana do Porto e a repórter jornalista do Publico Ana Cristina Pereira. Três vozes de um país progressista e conservador, moderno e obsoleto, tranquilo e violento, em qualquer caso, desigual. É uma proposta de teatro-documental. Uma brecha para um mundo feminino de desencontro, de desamor, de violência na intimidade – umas vezes evidente, outra subtil. O interlocutor original desaparece. O espectador assume o seu lugar, faz as vezes de parceiro mudo. Esta criação conta com a interpretação de Margarida Carvalho, do Guitarrista Peixe (Ornatos Violeta e Pluto) e com imagens do fotógrafo Paulo Pimenta, e dá continuidade ao percurso, já amplamente demonstrado, da encenadora Luísa Pinto, que tem privilegiado textos originais escritos em português, aliando a criação artística com preocupações éticas e sociais numa pesquisa teatral de linha contemporânea (informação disponível no site da Casa das Artes de Famalicão).

Para saber mais sobre a peça, ver notícia da RTP.

Plano i na imprensa para assinalar o Dia Nacional da Igualdade Salarial

Dia Nacional da Igualdade Salarial

Para assinalar o Dia Nacional da Igualdade Salarial, a Associação Plano i publicou no P3 o artigo de opinião “A realidade silenciada da desigualdade salarial“, da autoria de Estefânia Silva.

Excerto:

“A diferença salarial é um problema que afecta todas as mulheres, mas será esta sentida da mesma forma por todas ou poderão existir outras realidades silenciadas? Embora a desigualdade seja transversal a todas as mulheres e ocorra em vários cenários, verifica-se que a situação das mulheres imigrantes se destaca como uma das mais vulneráveis, sendo estas confrontadas com fragilidades que agravam e reforçam esta disparidade.”