Reportagem do Seminário Final do UNigualdade – 11.12.2017

UNIgualdade – Seminário Final

UNIgualdade – Seminário FinalEntrevista com Ana Sofia Neves (ISMAI), Ariana Correia (Plano I), Manuel Albano (Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género)

Publicado por Instituto Universitário da Maia – ISMAI em Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

Vencedora do Concurso Pararpel@s2

A vencedora do Concurso Pararpel@s2 é Mariana Codeço, aluna do 3.º ano da Licenciatura em Criminologia do ISMAI. A autora do texto “Hoje amo e sei o que é ser amada” ganhou uma máquina fotográfica Fujifilm instax mini 9.

Hoje amo e sei o que é ser amada

Quando conhecemos uma pessoa pela primeira vez, por vezes, não a conhecemos realmente. As primeiras conversas, o primeiro encontro, as primeiras piadas e elogios podem ser, de facto, genuínos, mas também podem ser fruto de uma personalidade construída para satisfazer as exigências dos diferentes momentos e situações.

Quando somos jovens e conhecemos alguém por quem desenvolvemos um sentimento de maior afeto, que nos deixa de coração aberto, estas “máscaras” são bonitas, simpáticas e atraentes. Surgem então comportamentos rebeldes, espontâneos, loucos e excitantes, uma cegueira tal que fazemos tudo um pelo outro. Amor.

Aparecia nos teus jogos de andebol de surpresa, faltávamos às aulas para namorar às escondidas, falávamos durante horas e criávamos um futuro que não imaginávamos um sem o outro. E assim foi durante meses.

Mas as coisas começaram a mudar. Pequenos comportamentos surgiram, timidamente, ganhando ímpeto e acentuando-se ao longo do tempo. Controlavas as minhas mensagens; proibias-me de usar roupas mais reveladoras; obrigavas-me a dar-te as passwords das minhas contas de redes sociais. Por sentires ciúmes, deixei de falar com os meus amigos e abandonei os meus hobbies. Controlavas os meus hábitos e horários.

Tinha vergonha de contar aos meus pais, o meu único contacto eras tu.

Chegaste a puxar-me os cabelos e a apertar-me o braço, mas não era isso que doía mais. O maior sofrimento que me provocavas era psicológico e muitas marcas, consequentes deste sofrimento, persistiram durante anos. Não esqueço a forma tão fria como me dizias que tinha as pernas demasiadamente grossas, que não eram bonitas. Como eu chorava. Ao veres-me chorar, acusavas-me de ser doente.

Mas eu só conseguia ver o melhor de ti, facilmente esquecia tudo. Não sabia que o problema não era meu, não sabia que isto era violência, não sabia que não era amor. Eu não te odiava, eu odiava-me. Sentia-me tão gorda e feia, julgava que era uma sorte ainda gostares de mim e estares comigo. “Mais nenhum rapaz vai gostar de alguém como eu!”. Estava tão cega por ti que achava que isto era amor. A tua forma de mostrar carinho e atenção. Achava que, de uma certa maneira, só querias o melhor para mim. Estava tão errada!

No início não me apercebi, mas, aos poucos tornou-se evidente. Não era isto que eu queria para mim. Não podia ser este o meu destino. Parei de imaginar aquele futuro que, em tempos nostálgicos, construímos em conjunto. Estava completamente desgastada psicológica e emocionalmente, mas consegui dizer basta! Ganhei forças para largar as correntes que me sufocaram e prenderam durante dois longos anos. Não foi fácil nem à primeira, foi precisa coragem. Mas acabou.

Disseste que ias mudar e imploraste para eu ficar, mas já não acreditava em ti. As tuas desculpas não eram as primeiras e não seriam as últimas. Já não me diziam absolutamente nada. Tinha, finalmente, percebido que, a partir daquele momento, só podia olhar em frente e nunca mais para trás. Finalmente voltei a ter confiança, a sonhar e a construir aquele novo futuro, desta vez, para mim.

Hoje sei o que é o amor. Hoje sei o que é violência e não a legitimo.

Amor é saber ouvir, saber aceitar e respeitar as nossas escolhas, os nossos gostos; é saber esperar, desejar e proteger. Isto sim, é conservar o amor, sem controlar o/a companheiro/a

Acredito no amor, o amor é importante, para mim, a mais pura das emoções, e por isso nunca desisti de descobrir o que era sentir o amor. Posso ter encontrado muitos obstáculos durante este percurso, mas soube confrontá-los, ultrapassá-los e, acima de tudo, encontrar o amor. Hoje amo e sei o que é ser amada.

Mariana Codeço

Centro Gis associa-se à Fios e Desafios – Orientação Sexual e Identidade de Género

A Plano i associa-se à Fios e Desafios para a ministrar a ação de Formação em Orientação Sexual e Identidade de Género, inserida no projeto de Formação de Públicos Estratégicos da Fios e Desafios, no âmbito da tipologia 3.15. do POISE/Portugal 2020.

A formação decorrerá de 8 a 24 de janeiro de 2018.

Seminário Final do UNigualdade

Realizou-se no dia 11 de dezembro, no ISMAI, o Seminário Final do UNigualdade. Nesse âmbito foi apresentado o Referencial de Formação do Programa, o qual pode ser obtido aqui.

 

Realizou-se a 11 de dezembro, no ISMAI, o Seminário Final do UNigualdade – Programa de Promoção da Igualdade de Género e…

Publicado por APi – Associação Plano i em Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

A Plano i celebrou 2 anos

A Associação Plano i celebrou, no passado dia 10 de dezembro, 2 anos de existência pública. Agradecemos a todas as pessoas e instituições que se juntaram a nós para comemorar esta data na Casa-Museu da Quinta de S. Tiago.

Publicado por APi – Associação Plano i em Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

 

As Questões de Género e a Imigração

Realizou-se no passado dia 12 de dezembro, no âmbito dos Dias da Interculturalidade, a conversa: “As Questões de Género e a Imigração”, promovida pela Associação Plano i e pela Código Simbólico – Associação Sociocultural. Estiveram presentes Manuel Albano da CIG, Luciana Lima da FPCEUP, Joana Torres da Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade, Joana Topa da Associação Plano i, do ISMAI e do CIEG e Renata Silveira da Código Simbólico.

Realizou-se no passado dia 12 de dezembro, no âmbito dos Dias da Interculturalidade, a conversa: “As Questões de Género…

Publicado por APi – Associação Plano i em Terça-feira, 19 de Dezembro de 2017

Eleição dos novos corpos sociais

Foram hoje eleitos os novos corpos sociais da Plano i:

Direção

Presidente – Sofia Neves

Vice-presidente – Paula Allen

Secretária – Ariana Correia

Vogal – Dora Pinto

Tesoureira – Ana Teles

Conselho Fiscal

Presidente – Estefânia Silva

Secretária – Joana Torres

Relatora – Mariana Mattos

Assembleia Geral

Presidente – Sílvia Gomes

Vice-presidente – Joana Topa

Primeira Secretária – Márcia Machado

Segunda Secretária – Wiebke Ehmke