Manifesto – Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

A violência doméstica e de género é um dos mais graves atentados aos Direitos das Mulheres. O número de crianças, adolescentes e mulheres adultas que está sujeito, todos os anos, em Portugal e no mundo, a processos de vitimação, pelo simples facto de serem do sexo feminino, evidencia o alcance de um fenómeno que há muito deixou de ser um assunto privado. Este número, ainda que avassalador está, contudo, longe de traduzir a realidade da violência doméstica e de género, já que essa permanece silenciada pelo medo que as vítimas têm frequentemente de a denunciar.

Hoje que se comemora o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, move-nos o imperativo de quebrar o silêncio.

Não aceitamos um país onde as mulheres são humilhadas, assediadas, agredidas, mutiladas, traficadas e mortas. Não aceitamos um país que se demite de muitas das suas responsabilidades, negando às vítimas de violência doméstica e de género liberdades e garantias com as quais se comprometeu nacional e internacionalmente. Não aceitamos um país que se resigna perante o sexismo e a misoginia e que deixa que as mulheres sucumbam às mãos do machismo.

A Associação Plano i estará na rua, hoje e sempre, a reivindicar aquilo que são direitos inalienáveis. Até que a violência cesse, continuaremos a exigir liberdade, igualdade e justiça. 

 

Comunicado – Campo de concentração para homossexuais na Chechénia

O Conselho Consultivo para as Questões LGBTI vem, por este meio, manifestar o seu total repúdio e a máxima preocupação face às últimas notícias que vieram a público sobre a existência de um campo de concentração para homossexuais na Chechénia, onde vários homens (supostos) gays ou bissexuais terão sido torturados, com recurso a choques elétricos e agressões múltiplas, levando, inclusivamente, alguns à morte.

Não podemos permitir que em pleno século XXI continuem a perpetuar-se atos de discriminação e crimes de ódio direcionados a esta população.
Esperamos que seja realizada uma investigação, para averiguação criteriosa dos factos, para que as pessoas ou entidades culpadas sejam responsabilizadas pelos seus atos, que configuram um flagrante desrespeito pelos Direitos Humanos.
Este Conselho está profundamente solidário com todas as pessoas vítimas e como tal fará soar a voz de quem não a pode usar, apoiando as iniciativas que vão realizar-se nomeadamente em Lisboa e no Porto.

A Presidente do Conselho Consultivo para as Questões LGBTI,
em nome de todos os conselheiros e conselheiras,

Paula Allen