Recrutamento de Monitor/a

 

Monitor/a

Associação Plano i procura uma pessoa com o seguinte perfil:

– Curso profissional de Técnico/a de Animação Sóciocultural ou equivalente;
– Formação ou Experiência em Igualdade de Género;
– Formação ou Experiência nas temáticas LGBTI;
– Curso de Técnico/a de Apoio à Vítima (preferencial);
– Experiência com pessoas Vítimas de Violência doméstica;
– Competências de relacionamento interpessoal;
– Sentido crítico;
– Autonomia;
– Carta de condução de ligeiros.

Local de Trabalho: Matosinhos
Horário: rotativo (inclui noites e fins de semana)

No caso de corresponder ao perfil e ter interesse em candidatar-se, por favor envie o seu CV e uma carta de motivação , até ao dia 30 de junho de 2018, para direcao@associacaoplanoi.org

Nota: Só serão consideradas as candidaturas das pessoas que se enquadrem no perfil pretendido e que enviem todos os documentos solicitados pelo meio referido.

Vencedora do Concurso Pararpel@s2

A vencedora do Concurso Pararpel@s2 é Mariana Codeço, aluna do 3.º ano da Licenciatura em Criminologia do ISMAI. A autora do texto “Hoje amo e sei o que é ser amada” ganhou uma máquina fotográfica Fujifilm instax mini 9.

Hoje amo e sei o que é ser amada

Quando conhecemos uma pessoa pela primeira vez, por vezes, não a conhecemos realmente. As primeiras conversas, o primeiro encontro, as primeiras piadas e elogios podem ser, de facto, genuínos, mas também podem ser fruto de uma personalidade construída para satisfazer as exigências dos diferentes momentos e situações.

Quando somos jovens e conhecemos alguém por quem desenvolvemos um sentimento de maior afeto, que nos deixa de coração aberto, estas “máscaras” são bonitas, simpáticas e atraentes. Surgem então comportamentos rebeldes, espontâneos, loucos e excitantes, uma cegueira tal que fazemos tudo um pelo outro. Amor.

Aparecia nos teus jogos de andebol de surpresa, faltávamos às aulas para namorar às escondidas, falávamos durante horas e criávamos um futuro que não imaginávamos um sem o outro. E assim foi durante meses.

Mas as coisas começaram a mudar. Pequenos comportamentos surgiram, timidamente, ganhando ímpeto e acentuando-se ao longo do tempo. Controlavas as minhas mensagens; proibias-me de usar roupas mais reveladoras; obrigavas-me a dar-te as passwords das minhas contas de redes sociais. Por sentires ciúmes, deixei de falar com os meus amigos e abandonei os meus hobbies. Controlavas os meus hábitos e horários.

Tinha vergonha de contar aos meus pais, o meu único contacto eras tu.

Chegaste a puxar-me os cabelos e a apertar-me o braço, mas não era isso que doía mais. O maior sofrimento que me provocavas era psicológico e muitas marcas, consequentes deste sofrimento, persistiram durante anos. Não esqueço a forma tão fria como me dizias que tinha as pernas demasiadamente grossas, que não eram bonitas. Como eu chorava. Ao veres-me chorar, acusavas-me de ser doente.

Mas eu só conseguia ver o melhor de ti, facilmente esquecia tudo. Não sabia que o problema não era meu, não sabia que isto era violência, não sabia que não era amor. Eu não te odiava, eu odiava-me. Sentia-me tão gorda e feia, julgava que era uma sorte ainda gostares de mim e estares comigo. “Mais nenhum rapaz vai gostar de alguém como eu!”. Estava tão cega por ti que achava que isto era amor. A tua forma de mostrar carinho e atenção. Achava que, de uma certa maneira, só querias o melhor para mim. Estava tão errada!

No início não me apercebi, mas, aos poucos tornou-se evidente. Não era isto que eu queria para mim. Não podia ser este o meu destino. Parei de imaginar aquele futuro que, em tempos nostálgicos, construímos em conjunto. Estava completamente desgastada psicológica e emocionalmente, mas consegui dizer basta! Ganhei forças para largar as correntes que me sufocaram e prenderam durante dois longos anos. Não foi fácil nem à primeira, foi precisa coragem. Mas acabou.

Disseste que ias mudar e imploraste para eu ficar, mas já não acreditava em ti. As tuas desculpas não eram as primeiras e não seriam as últimas. Já não me diziam absolutamente nada. Tinha, finalmente, percebido que, a partir daquele momento, só podia olhar em frente e nunca mais para trás. Finalmente voltei a ter confiança, a sonhar e a construir aquele novo futuro, desta vez, para mim.

Hoje sei o que é o amor. Hoje sei o que é violência e não a legitimo.

Amor é saber ouvir, saber aceitar e respeitar as nossas escolhas, os nossos gostos; é saber esperar, desejar e proteger. Isto sim, é conservar o amor, sem controlar o/a companheiro/a

Acredito no amor, o amor é importante, para mim, a mais pura das emoções, e por isso nunca desisti de descobrir o que era sentir o amor. Posso ter encontrado muitos obstáculos durante este percurso, mas soube confrontá-los, ultrapassá-los e, acima de tudo, encontrar o amor. Hoje amo e sei o que é ser amada.

Mariana Codeço

Projeto Identidade vence 1.ª edição do Concurso Natal sem Género

O Projeto Identidade foi o vencedor do Concurso Natal sem Género, com o anúncio publicitário intitulado “A Felicidade não tem preço, mas também não tem género”.

 

Concurso “Natal sem género” – Campanha contra a Discriminação de Género

Com vista a promover uma leitura inclusiva e diversa do Natal, a Associação Plano i lança o concurso “Natal sem género” – Campanha contra a Discriminação de Género. Este visa distinguir o melhor anúncio publicitário audiovisual que contribua para a desconstrução de discursos estereotipados em torno dos brinquedos e de outros materiais lúdicos infantis. Assim, pretende-se sensibilizar a população em geral para o facto dos brinquedos e de outros materiais lúdicos infantis não serem exclusivos de um sexo, contrariando a classificação dos mesmos em função de um público alvo específico (e.g.,”brinquedos para meninas”, “brinquedos para meninos”).

A campanha surge no âmbito das comemorações do primeiro ano de existência da Associação Plano i e os resultados do concurso serão publicados no Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de Dezembro de 2016).

Os anúncios submetidos a concurso deverão ter uma duração máxima de 30 segundos. A pré-inscrição deverá ser feita até ao dia 15 de novembro de 2016 e os anúncios deverão ser enviados até ao dia 30 de novembro de 2016. O vídeo premiado será amplamente divulgado e o/a vencedor/a receberá uma menção honrosa.

O regulamento do concurso poderá ser consultado aqui.