A Associação Plano i foi fundada por um grupo de 5 mulheres: Sofia Neves, Sílvia Gomes, Paula Allen, Ariana Correia e Márcia Machado.

São órgãos sociais da Associação a Assembleia Geral, a Direção e o Conselho Fiscal.

Direção

Sofia Neves é licenciada em Psicologia (1999) e doutorada em Psicologia Social (2005) pelo Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho. É Professora Auxiliar e investigadora no Instituto Universitário da Maia (ISMAI) e membro integrado do Centro Interdisciplinar de Estudos de Género (CIEG, ISCSP/ ULisboa). A sua principal área de interesse científico é a Violência de Género. É autora de vários artigos em revistas da especialidade nacionais e internacionais, assim como de capítulo de livros e de livros, dos quais se destacam Amor, Poder e Violências na Intimidade: os caminhos entrecruzados do pessoal e do político (2008), Vitimologia: Ciência e Ativismo (2010), Género e Ciências Sociais (2011), Intervenção psicológica e social com vítimas (Volumes 1 e 2) (2012), Violências na Contemporaneidade no Brasil e em Portugal (2015), Violências de Género (2017) e Violências no Namoro. Foi galardoada, em 2006, exequo, com o prémio Mulher Investigação Carolina de Michaelis de Vasconcelos, atribuído pelas Organizações não Governamentais do Conselho Consultivo da Comissão para a Igualdade e Direitos das Mulheres (CIDM). Em 2013 foi reconhecida como perita no domínio da Violência de Género pelo European Institute for Gender Equality. Atualmente integra os grupos de trabalho da Violência Doméstica e de Género da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e da Intervenção do Psicólogo com pessoas LGBT da Ordem dos Psicólogos Portugueses.

Paula Allen é licenciada em Psicologia. Foi responsável, por mais de 10 anos, pelo Gabinete de Planeamento Familiar e Saúde Sexual e Reprodutiva do Conjunto Habitacional da Biquinha, que foi posteriormente alargado ao concelho de Matosinhos, abrangendo S. Mamede de Infesta, Guifões, Leça do Balio e Custóias. Criou e dinamizou, por vários anos, o grupo de mulheres ciganas ativistas da Biquinha. Publicou vários estudos científicos, dos quais se destaca o artigo intitulado(Des)encantos de ser mulher cigana. Coordenou o Projeto Bloco i9, financiado pelo FAPE. É atualmente coordenadora das questões LGBTI+, Diretora Técnica da Casa Arco-Íris e Presidente do Conselho Consultivo para as questões LGBT.

Ariana Correia é mestre em Psicologia Clínica e da Saúde pelo Instituto Universitário da Maia (ISMAI) e doutoranda em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP). É atualmente bolseira da FCT. Desde 2010 tem colaborado em projetos vários, especialmente associados à violência de género, quer na prevenção, quer na intervenção. Tem vindo a trabalhar com vítimas de violência de género, mulheres imigrantes, estudantes, docentes, técnicos/as de apoio à vítima e comunidade geral, sendo que não raras vezes entrecruzam-se alguns destes mundos. Tem particular interesse por temas como os direitos das mulheres, violência de género, (des)igualdades de género, femicídio, imigração, exclusão social, tráfico de seres humanos e mutilação genital feminina. Foi coordenadora dos Projetos UNigualdade e UNi+ 1.0.

Dora Pinto é mestre em Psicologia da Justiça (2012) pelo Instituto Universitário da Maia (ISMAI). Iniciou prática profissional trabalhando com projetos ligados à promoção da igualdade de género e à prevenção da violência de género e da violência entre pares, sendo que dinamizou várias sessões em escolas entre 2014 e 2015. Trabalhou num centro de apoio a vítimas intervindo com vítimas de violência doméstica, principalmente mulheres e crianças (2015).  Em 2016, colaborou com uma Comissão de Proteção de Crianças e Jovens onde geria, essencialmente, processos por exposição à violência doméstica e/ou envolvendo adolescentes em situações de violência no namoro. É feminista e ativista. Interessa-se por temas ligados a injustiça social, (des)igualdade de género, feminismo(s), violência de género, direitos das mulheres, discriminação e causas LGBTI. 

Ana Teles