Resultados da 1.ª fase do Estudo Nacional sobre a Violência no Namoro

A Associação Plano i publica, a propósito do Dia Internacional das Mulheres, os resultados da 1.ª fase do Estudo Nacional sobre a Violência no Namoro: Crenças e Práticas. O mesmo pode ser lido aqui.

Principais conclusões:

  • 56.5% das/os participantes já foram sujeitas/os a pelo menos um ato de violência no namoro. 56.2% das mulheres e 57.3% dos homens figuram como vítimas.
  • 36.6% das/os participantes já praticaram pelo menos um ato de violência no namoro. 34.4% das mulheres e 43.4% dos homens figuram como agressoras/es.
  • Embora a violência no namoro seja sofrida e praticada por ambos os sexos, os rapazes praticam mais do que as raparigas e estas sofrem mais do que os rapazes.
  • A violência psicológica é a mais prevalente nas relações de namoro.
  • Quem sofreu e quem praticou violência no namoro apresenta crenças sobre as relações sociais de género mais conservadoras do que quem não sofreu e não praticou violência.
  • Os homens apresentam crenças sobre as relações sociais de género mais conservadoras do que as mulheres.

Vídeo do Seminário Final do UNi+

O Seminário Final do UNi+ teve a cobertura mediática da equipa do CLM do ISMAI, a quem agradecemos todo o trabalho efetuado.

Seminário Final Uni+

SEMINÁRIO FINAL UNI+Realizou-se a 14 de fevereiro, no Instituto Universitário da Maia – ISMAI, o Seminário Final do Programa UNi+ – Prevenção da Violência no Namoro com Contexto Universitário -, promovido pela APi – Associação Plano i e financiado pela Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade.No evento foram apresentados os resultados do Programa UNi+, bem como discutidas questões teóricas e práticas associadas à prevenção da violência no namoro e à intervenção junto das vítimas.Foi lançado o livro Violências no Namoro, o qual reúne contributos de diferentes autoras e autores.O evento contou com a presença da Sra. Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade e da Sra. Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

Publicado por Instituto Universitário da Maia – ISMAI em Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

UNi+ em Coruche

“A Associação Plano i vai dinamizar três sessões do mesmo workshop dedicado à sensibilização e prevenção da violência no namoro no auditório do pavilhão desportivo municipal de Coruche, no dia 15 de fevereiro, às 11, 14h30 e 16h30.

“Eu daria o meu mundo por ti, mas preciso dele” é o nome do workshop, que tem como público alvo cerca de 180 alunos da Escola Profissional de Coruche e da Escola Secundária do Agrupamento de Escolas de Coruche”.

Uma em cada dez vítimas de violência no namoro sofreu ameaças de morte

“Começou a esperar-me à porta de casa quando chegava do trabalho. Ele dizia que era para fazer uma surpresa, mas hoje sei que era só para me controlar.” No Dia dos Namorados é também altura de falar sobre a realidade menos romântica da violência nestas relações. Um estudo sobre violência no namoro em contexto universitário mostra que mais de metade dos inquiridos foi vítima de violência no namoro e 37% admitem já tê-la praticado. Dos mais de 1800 jovens universitários que responderam, um quinto das raparigas já foi controlada em aspectos que têm dever com a sua imagem física ou com os lugares que frequentam, e 8% já foram obrigadas a ter comportamentos sexuais não desejados.

Notícia do Público.

“Coruche recebe workshop sobre Prevenção e Violência no Namoro”

“Eu daria o meu mundo por ti, mas preciso dele” é o tema desta sessão

No próximo dia 15 de fevereiro terá lugar em Coruche um workshop promovido pela Associação Plano i, visando trabalhar o tema da sensibilização e prevenção da violência no namoro.

As três sessões agendadas do mesmo workshop, têm como público alvo cerca de 180 alunos da Escola Profissional de Coruche e da Escola Secundária do Agrupamento de Escolas de Coruche.

A Associação Plano i tem como missão a promoção da igualdade em todas as esferas da vida social nomeadamente  desconstruindo e combatendo junto de diferentes interlocutores individuais e coletivos, discursos e práticas promotoras da discriminação, da exclusão e da violência.

 

Notícia Comércio e Notícias.

Vencedora do Concurso Pararpel@s2

A vencedora do Concurso Pararpel@s2 é Mariana Codeço, aluna do 3.º ano da Licenciatura em Criminologia do ISMAI. A autora do texto “Hoje amo e sei o que é ser amada” ganhou uma máquina fotográfica Fujifilm instax mini 9.

Hoje amo e sei o que é ser amada

Quando conhecemos uma pessoa pela primeira vez, por vezes, não a conhecemos realmente. As primeiras conversas, o primeiro encontro, as primeiras piadas e elogios podem ser, de facto, genuínos, mas também podem ser fruto de uma personalidade construída para satisfazer as exigências dos diferentes momentos e situações.

Quando somos jovens e conhecemos alguém por quem desenvolvemos um sentimento de maior afeto, que nos deixa de coração aberto, estas “máscaras” são bonitas, simpáticas e atraentes. Surgem então comportamentos rebeldes, espontâneos, loucos e excitantes, uma cegueira tal que fazemos tudo um pelo outro. Amor.

Aparecia nos teus jogos de andebol de surpresa, faltávamos às aulas para namorar às escondidas, falávamos durante horas e criávamos um futuro que não imaginávamos um sem o outro. E assim foi durante meses.

Mas as coisas começaram a mudar. Pequenos comportamentos surgiram, timidamente, ganhando ímpeto e acentuando-se ao longo do tempo. Controlavas as minhas mensagens; proibias-me de usar roupas mais reveladoras; obrigavas-me a dar-te as passwords das minhas contas de redes sociais. Por sentires ciúmes, deixei de falar com os meus amigos e abandonei os meus hobbies. Controlavas os meus hábitos e horários.

Tinha vergonha de contar aos meus pais, o meu único contacto eras tu.

Chegaste a puxar-me os cabelos e a apertar-me o braço, mas não era isso que doía mais. O maior sofrimento que me provocavas era psicológico e muitas marcas, consequentes deste sofrimento, persistiram durante anos. Não esqueço a forma tão fria como me dizias que tinha as pernas demasiadamente grossas, que não eram bonitas. Como eu chorava. Ao veres-me chorar, acusavas-me de ser doente.

Mas eu só conseguia ver o melhor de ti, facilmente esquecia tudo. Não sabia que o problema não era meu, não sabia que isto era violência, não sabia que não era amor. Eu não te odiava, eu odiava-me. Sentia-me tão gorda e feia, julgava que era uma sorte ainda gostares de mim e estares comigo. “Mais nenhum rapaz vai gostar de alguém como eu!”. Estava tão cega por ti que achava que isto era amor. A tua forma de mostrar carinho e atenção. Achava que, de uma certa maneira, só querias o melhor para mim. Estava tão errada!

No início não me apercebi, mas, aos poucos tornou-se evidente. Não era isto que eu queria para mim. Não podia ser este o meu destino. Parei de imaginar aquele futuro que, em tempos nostálgicos, construímos em conjunto. Estava completamente desgastada psicológica e emocionalmente, mas consegui dizer basta! Ganhei forças para largar as correntes que me sufocaram e prenderam durante dois longos anos. Não foi fácil nem à primeira, foi precisa coragem. Mas acabou.

Disseste que ias mudar e imploraste para eu ficar, mas já não acreditava em ti. As tuas desculpas não eram as primeiras e não seriam as últimas. Já não me diziam absolutamente nada. Tinha, finalmente, percebido que, a partir daquele momento, só podia olhar em frente e nunca mais para trás. Finalmente voltei a ter confiança, a sonhar e a construir aquele novo futuro, desta vez, para mim.

Hoje sei o que é o amor. Hoje sei o que é violência e não a legitimo.

Amor é saber ouvir, saber aceitar e respeitar as nossas escolhas, os nossos gostos; é saber esperar, desejar e proteger. Isto sim, é conservar o amor, sem controlar o/a companheiro/a

Acredito no amor, o amor é importante, para mim, a mais pura das emoções, e por isso nunca desisti de descobrir o que era sentir o amor. Posso ter encontrado muitos obstáculos durante este percurso, mas soube confrontá-los, ultrapassá-los e, acima de tudo, encontrar o amor. Hoje amo e sei o que é ser amada.

Mariana Codeço

UNi+ no Seminário “Violência no Namoro”

Decorreu no passado dia 25 de outubro de 2017, no Instituto Universitário da Maia, o Seminário “Violência no Namoro”, organizado pelos/as estudantes do 3.º ano da Licenciatura de Ciências da Comunicação.

O Programa UNi+ foi apresentado pela técnica Mafalda Ferreira.

O vídeo do evento pode ser visto aqui.