Um não uníssono às cirurgias em crianças intersexo

Notícias do Centro Gis no Jornal Público de 9 de janeiro de 2018.

Ana Teles, do Centro GIS – Centro de Respostas às Populações LGBT, também alertou para esta situação, considerando “ser imperativo” que estas intervenções apenas aconteçam caso “haja uma necessidade médica reconhecida”. “Não podem ser permitidas apenas porque tem que se escolher se é rapaz ou rapariga. Não pode haver essa urgência”, defendeu Ana Teles. Acha que é preciso deixar que a criança se desenvolva e se identifique com “o género que vai interiormente decidir”. “Estar a decidir à nascença ou numa tenra idade algo que mais tarde poderá vir a ser contraditório ao sentimento e identidade da pessoa parece-nos brutal”, defendeu.