“Hoje é o dia da consciência da desigualdade de género”

Artigo de opinião de Sofia Neves, no P3.

“As mulheres são objeto de uma visão social estereotipada, o que contribui para o reforço dos seus papéis tradicionais de género. As assimetrias de poder e, por conseguinte, de representação, constrangem o seu acesso a uma democracia plena que não toma, frequentemente, a sua voz em consideração. Apesar de figurarem em maior número nas universidades ocupam, quando comparadas com os homens, menos cargos de chefia ou posições de liderança”.

Debate em torno de peça de teatro “Onde o Frio se Demora”

No dia 4 de março a Associação Plano i (APi) participou no debate que se seguiu à apresentação da peça Onde o Frio se Demora, da autoria de Ana Cristina Pereira.

debate teatro
Questões como a igualdade e a violência de género são brilhantemente discutidas num texto que dá vida a 3 mulheres reais. Agradecemos o convite para a visualização da peça, assim como para o debate que se seguiu, que muito nos honrou. Na mesa de debate, em representação da APi, esteve a presidente Sofia Neves (segundo elemento da foto a contar da direita).

“Onde o Frio se Demora” fala sobre violência de género, rutura, solidão e incapacidade para amar, num país marcado pela recessão e pelo envelhecimento. O texto resulta de conversas longas e sem filtros tidas com três pessoas residentes na Área Metropolitana do Porto e a repórter jornalista do Publico Ana Cristina Pereira. Três vozes de um país progressista e conservador, moderno e obsoleto, tranquilo e violento, em qualquer caso, desigual. É uma proposta de teatro-documental. Uma brecha para um mundo feminino de desencontro, de desamor, de violência na intimidade – umas vezes evidente, outra subtil. O interlocutor original desaparece. O espectador assume o seu lugar, faz as vezes de parceiro mudo. Esta criação conta com a interpretação de Margarida Carvalho, do Guitarrista Peixe (Ornatos Violeta e Pluto) e com imagens do fotógrafo Paulo Pimenta, e dá continuidade ao percurso, já amplamente demonstrado, da encenadora Luísa Pinto, que tem privilegiado textos originais escritos em português, aliando a criação artística com preocupações éticas e sociais numa pesquisa teatral de linha contemporânea (informação disponível no site da Casa das Artes de Famalicão).

Para saber mais sobre a peça, ver notícia da RTP.